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Vendas e financeiro

Fluxo de caixa e DRE: como saber se a loja tem dinheiro e se está dando lucro

O fluxo de caixa mostra se vai ter dinheiro para pagar as contas; o DRE mostra se a loja está ganhando. Entenda a diferença e como ler cada relatório no Nicell.

Equipe Nicell6 min de leitura

Uma loja pode vender muito e ficar sem dinheiro para pagar o aluguel. Outra pode ter dinheiro em caixa e, ainda assim, perder dinheiro a cada conserto. Quem decide pelo saldo do banco, ou pelo faturamento do mês, só descobre o problema quando ele já aconteceu.

Por que esses dados importam

Toda loja precisa responder duas perguntas diferentes, e cada uma tem um relatório:

  • "Vai ter dinheiro para pagar o que vence?" É a pergunta do fluxo de caixa: o que entra e o que sai, e em que dia o dinheiro se move.
  • "No fim das contas, a loja ganha dinheiro?" É a pergunta do DRE (Demonstração do Resultado do Exercício): quanto a loja ganhou e gastou para ganhar, mês a mês, e o que sobrou.

Uma não substitui a outra. A venda parcelada em três vezes é receita hoje, mas dinheiro só ao longo de três meses. A compra de peças para o estoque é dinheiro que sai hoje, mas só vira custo quando a peça é usada. Sem separar o que aconteceu do que entrou no caixa, os números enganam.

O que muda quando você tem os dois

  • Decidir com antecedência. Ver, pelo saldo previsto, que a semana que vem aperta, e agir antes: cobrar, renegociar, adiar uma compra.
  • Saber onde o lucro vaza. A margem bruta mostra se o preço cobre o custo das peças. A margem operacional mostra se o aluguel e as despesas cabem.
  • Parar de misturar conceitos. Dinheiro no banco não é lucro, e lucro não é dinheiro disponível.
  • Conversar com contador, banco e sócios com um relatório que todo mundo entende.

Como o Nicell resolve

Você já registra as OS, as vendas, os recebimentos e as contas a pagar. Os dois relatórios são montados sozinhos a partir desses registros, sem planilha e sem digitar nada de novo. Quanto mais certos esses registros, mais confiáveis eles ficam. Os dois ficam em Financeiro, para quem tem a permissão de ver relatórios.

Fluxo de caixa: o dinheiro, no dia em que ele se move

Abra Financeiro › Fluxo de caixa. A descrição da tela resume a regra: entradas e saídas pelo dia em que o dinheiro se move.

Tela Fluxo de caixa do Nicell na visão mensal, com entradas e saídas realizadas, previstas e em atraso.
O Fluxo de caixa na visão Mensal: as entradas e saídas, separadas em realizadas, previstas e em atraso, por mês.

As visões

  • `Mensal`: um ano inteiro, com uma coluna por mês.
  • `Diário`: um mês, com uma coluna por dia.

Use o seletor de período para andar entre anos ou meses. No celular, a tela mostra um período de cada vez.

As linhas

  • `Entradas realizadas`, `Saídas realizadas`: o que já foi pago, no dia do pagamento.
  • `Entradas previstas`, `Saídas previstas`: o que ainda está pendente, no dia do vencimento.
  • `Entradas em atraso`, `Saídas em atraso`: o que já venceu e não foi pago.
  • `Resultado do período`: entradas realizadas menos saídas realizadas.
  • `Saldo acumulado`: o dinheiro que você tem, calculado a partir das contas cadastradas em Bancos.
  • `Saldo previsto`: o saldo acumulado mais o que está previsto.

As entradas se abrem por origem (Ordens de serviço, Vendas e Recebimentos avulsos), e as saídas, pela categoria da conta a pagar. Os Ajustes de saldo, como tarifa, retirada ou aporte, entram nas realizadas. As transferências entre contas ficam de fora, porque só trocam o dinheiro de lugar.

DRE: o resultado, por competência

Abra Financeiro › DRE, escolha o ano e leia de cima para baixo. A descrição da tela é Resultado do exercício por competência: cada valor entra no mês em que o fato aconteceu, não no mês em que o dinheiro caiu.

A estrutura

  1. 1

    Receitas Operacionais

    Soma Receita de Serviços (Mão de obra e Peças aplicadas), Venda de Produtos e Outras Receitas (Taxa de entrega e Recebimentos avulsos). O total é a Receita Bruta.

  2. 2

    Deduções da Receita Bruta

    Tira os Impostos sobre Vendas, os Descontos Concedidos (em OS e em vendas) e as Taxas de Meios de Pagamento. O que sobra é a Receita Líquida.

  3. 3

    Custos Operacionais

    O custo das peças e da mão de obra dos serviços, e o custo dos produtos vendidos. O resultado é o Resultado Bruto, seguido da Margem Bruta: quanto de cada real vendido sobra depois do custo.

  4. 4

    Despesas Operacionais

    Ocupação (aluguel, água, luz e internet, manutenção), Pessoal (folha e pró-labore), Administrativas e Comerciais (marketing). O resultado é o Resultado Operacional e a Margem Operacional.

  5. 5

    Resultado Financeiro

    Tarifas bancárias, juros e multas pagos, e descontos obtidos. O final é o Resultado Líquido e a Margem Líquida.

Tela DRE do Nicell, com receitas, deduções, custos e despesas por mês.
O DRE do ano: cada grupo abre em subgrupos e linhas, e os resultados e margens aparecem entre eles.

Todas as margens são calculadas sobre a receita bruta. Em um mês sem receita, a margem não é calculada, porque uma porcentagem sobre zero não existe.

De onde vêm os números

  • OS: só entra a OS Finalizada, no mês em que foi finalizada. Orçamento e OS cancelada não geram receita.
  • Vendas: só entram as Confirmadas, no mês da confirmação.
  • Custo: vale o preço de custo gravado na peça ou no item na hora do uso ou da venda, não o preço de hoje do cadastro.
  • Contas a pagar: entram pelo valor, no mês do vencimento, na linha da Categoria escolhida. Juros, multa e desconto vão para o resultado financeiro, no mês do pagamento.
  • Compra de estoque não é despesa. A categoria Compras e estoque não aparece no DRE: o custo só vira resultado quando a peça é aplicada em uma OS ou o produto é vendido. Somar também a compra contaria o mesmo custo duas vezes.

Grupos e subgrupos abrem e fecham, e um clique em um valor mostra os lançamentos por trás dele, com a origem para você abrir. Exportar PDF gera o relatório do ano.

O mesmo mês, lido pelos dois

Um exemplo mostra por que os dois relatórios existem. Em setembro, a loja:

  • vende um lote de aparelhos de R$ 6.000 em 3 vezes no cartão;
  • compra R$ 10.000 em peças de um fornecedor;
  • paga R$ 2.000 de aluguel.
  • No DRE de setembro: entram os R$ 6.000 de receita e o custo dos aparelhos vendidos. As peças compradas ainda não aparecem, porque não foram usadas. O aluguel entra como despesa.
  • No fluxo de caixa de setembro: entra só a parcela paga (R$ 2.000, líquida da taxa), e as outras ficam como previstas. Saem os R$ 10.000 da compra e os R$ 2.000 do aluguel. O saldo cai, mesmo com o DRE no azul.

Os dois estão certos. Um mostra o resultado; o outro, a folga de caixa. Uma loja saudável olha para os dois.

Para os relatórios merecerem confiança

  • Dê baixa em tudo. Recebimentos e pagamentos pendentes aparecem como previstos ou em atraso, e distorcem o saldo (como dar baixa).
  • Escolha a categoria certa nas contas a pagar: é ela que define a linha da despesa no DRE.
  • Mantenha o preço de custo em dia. Receber pelo pedido de compra atualiza o custo sem esforço.
  • Concilie com o banco. O extrato conciliado revela o que ficou de fora, como tarifas e Pix sem lançamento.

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